1 01UTC Julho 01UTC 2009
Ontem, a propósito de uma conversa com um amigo, lembrei-me das tardes que passava na garagem do meu avô quando tinha uns 3 anos. É claro que são recordações esparsas, só imagens que ficaram gravadas na minha memória e que de tempos a tempos me voltam à mente.
Lembro-me que a garagem do meu avô era bem mais do que um sítio para pôr o carro. Era na verdade uma oficina onde o meu avô se entretinha todas as tardes a arranjar maquinetas, a substituir peças, a soldar, a lixar, a pintar… Usava também aquilo a que ainda hoje chama o “aparelho” e que sei agora que é um amperímetro. E eu, claro, era a sua prestável ajudante. Sabia onde estava tudo e fazíamos uma equipa imbatível (apesar de provavelmente eu não chegar às coisas ou não poder com a maior parte da ferramenta).
Havia um banquinho de madeira, que é minúsculo, mas que na altura me parecia ter um tamanho perfeitamente aceitável, e que tinha um buraco no meio. O meu avô explicou-me que servia para ser mais fácil transportar o banquinho só com um dedo. Qual dedo, qual fácil, qual quê, naquele buraquinho entravam vários dedos meus, e nem isso o tornava mais portátil, mas lá conseguia arrastá-lo para o sítio onde o meu avô ia executar a sua obra seguinte.
Em frente à garagem ainda havia um patiozinho, se bem me lembro, separado da rua por um gradeamento e um portão pintados com o que um dia já tinha sido vermelho. Nesse gradeamento havia um carreiro de formigas, mas em vez de serem aquelas formigas pequeninas, que eu não tinha medo de esborrachar impiedosamente com a mão, eram formigas grandes e feias, mas que tinham a vantagem de ser facilmente observáveis: era possível distinguir as três bolinhas que constituíam o seu corpo, contar as patas, olhar para as antenas…
Ainda hoje me pergunto se estas tardes não terão contribuído para a minha curiosidade por montar e desmontar coisas, por máquinas em geral e para o desenvolvimento do meu talento natural para encontrar parafusos que caem e que já ninguém consegue encontrar…
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Publicado por Filipa
25 25UTC Junho 25UTC 2009
A paisagem era a mesma de sempre, desfilava à minha frente todos os dias, sempre igual e sempre diferente: umas vezes cinzenta e coberta de nuvens carregadas, outras vezes clara e brilhante sob o inconfundível sol da manhã lisboeta, outras vezes pintada pelo vermelho derramado pelo sol baixo do fim da tarde. E, no entanto, parecia que a olhava pela primeira vez. Pela primeira vez me apercebia realmente das cores das casas, do azul do céu, da silhueta da ponte e da textura da superfície do rio, arrepiada pela brisa. Aquele rio, companheiro inseparável da cidade, sempre prostrado aos seus pés, ao pé do qual sempre vivi e para o qual todos os dias olho e vejo coisas diferentes.
Há dias assim, em que acordamos para ver o mundo de sempre de maneira diferente.
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Publicado por Filipa
21 21UTC Junho 21UTC 2009
A exposição do World Press Photo 2009 relevou-se um excelente programa para uma pausa no estudo nesta tarde de Domingo. Desviei o DexF para ir comigo, espero que ele tenha gostado! :P
Desta vez fui sem ter visto nada previamente na Internet e mais uma vez gostei muito do que vi. Aqui está um cheirinho ! :)
Ainda encontrámos por lá o Z. que trabalha no Museu, fomos ter com um pessoal que estava a estudar no CCB e depois fomos lanchar (opá, que pena o R. não estar hoje nos Pastéis!).
WPP: até dia 19 de Julho no Museu da Electricidade, entrada gratuita: a visitar!
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Publicado por Filipa
17 17UTC Junho 17UTC 2009
Tchiii, pois é, ah e tal… Esqueci-me. Há 5 meses que me tenho esquecido completamente desta “promessa” de recomendar o site ou blog por mês que faz parte das minhas 101 coisas. Por isso hoje, para compensar, aqui ficam um montão de sugestões, mesmo boas para relaxar um bocadinho do estudo! ;)
Fevereiro – http://invertedtext.com/ ¡opıʇɹǝʌıp sɐɯ ‘lıʇnuı ¡oʇxǝʇ o ɹǝʇɹǝʌuı soɯǝpod ǝpuo ǝʇıs ɯn
Março – http://printablechecklist.org/ a maneira mais rápida de fazer uma checklist… Para além daquela que eu mais uso, o tradicional lápis e papel! ;)
Abril – http://www.ted.com/talks… Uma palestra de Yann Arthus-Bertrand, o fotógrafo por trás do já famoso documentário Home (que eu ainda não vi).
Maio – http://static.publico.clix.pt/cegonhasnaweb/ uma bela maneira de passar a tarde: a cuscar o que acontece no ninho do casal de cegonhas mais conhecido da internet!
Junho – http://www.breathingearth.net/ este encontrei referido no Fórum do BC. É um simulador das mortes, nascimentos e emissões de CO2 num mapa do mundo
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Publicado por Filipa
14 14UTC Junho 14UTC 2009

Nas próximas semanas o grande objectivo vai ser estudar para os imensos exames que se aproximam. Já comecei na semana que passou, mas tenho de aumentar o nível de produtividade.
Claro que conto também com algumas pausas para descontrair: uns cafés, uns passeios, umas corridinhas, umas conversas, e, já esta semana, a visita a duas empresas: a Microsoft Portugal e a Vodafone, organizadas pelo TG com o apoio do NEECIST.
Imagem roubada daqui.
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Publicado por Filipa
8 08UTC Junho 08UTC 2009
E que tem andado a Filipa a fazer, perguntam (ou não) vocês?
Em resposta a pedidos de várias famílias, aqui vai um breve (muito breve) resumo do que me tem andado a ocupar:
- a preparação do workshop da EESTEC que o NEEC a organizar para Agosto,
- mandar fazer e distribuir as t-shirts para 31 Bookcrossers, tarefa que ainda não está acabada,
- o piquenique do BC, no Sábado passado (e um grande dia passado com as meninas Alexandra e Baiia, como aliás têm sido todos os momentos em que nos temos juntado ultimamente),
- a resoluções que vou fazendo e que não se concretizam por estupidez, medo ou simplesmente por acabar por achar que não devo ir em frente,
- pensar demasiado em inutilidades, e de menos em produzir realmente algo de útil
- a leitura, mas não tanto como gostaria.
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Bookcrossing, Considerações aleatórias |
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Publicado por Filipa
25 25UTC Maio 25UTC 2009

O conceito original do Bookcrossing é o de deixar livros em locais públicos para virem a ser lidos por outros que, idealmente, dão a saber através do site do BC a sua opinião sobre o livro, como o encontraram e o que tencionam fazer dele em seguida.
Na verdade o BC tornou-se bem mais do que isso: trocam-se e emprestam-se livros, fazem-se encontros em livrarias, jardins, almoçaradas e jantaradas, convenções, conversa-se até se cair para o lado nos fóruns e, sobretudo, entra-se em contacto com pessoas muito diferentes com uma paixão comum.
Onde quero chegar mesmo é aos livros libertados. Tenho registado aqui todos aqueles que vou libertando, e que já contabilizam um total de 16. Tenho-os deixado em vários locais diferentes, tentando sempre identificá-los o melhor possível com etiquetas que explicam o que é o pretende ser o BC e com o seu número de identificação (BCID) bem visível.
Acontece que até agora só dois deram notícias: A Casa de Papel e O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, um libertado numa escola secundária, o outro numa estação de Correios. Pode-se pensar que receber notícias de 2 livros num total de 16 libertados é uma taxa de sucesso baixa e desmotivante, mas a verdade é que sempre que leio alguma coisa sobre as estatísticas de outros bookcrossers (portugueses e não só) a taxa de sucesso ronda os 10%. Neste momento a minha está nos 12.5%, por isso não me posso queixar: está até acima da média.
Pela minha experiência, quando um livro dá notícias, mesmo quando é um livro “libertado” por outro bookcrosser, sentimos que valeu a pena todo o esforço, até porque alguns livros demoram anos a dar notícias! Alguns nunca chegam a dar mas não quer dizer que alguns deles não tenham sido encontrados, simplesmente podem ter sido encontrados por quem não soube ou não pode dizer nada no site do BC.
Agora pergunto aos meus caríssimos leitores: alguma vez libertaram um livro, quer através do BC quer simplesmente por sua iniciativa? Alguma vez encontraram um livro libertado? Porque será que tão poucos voltam a dar notícias?
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Bookcrossing, Livros |
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Publicado por Filipa
17 17UTC Maio 17UTC 2009
…na companhia da Maria e da Alexandra. :)
E um livrinho da minha Wishlist não só comprado como também autografado pelo autor: O Vendedor de Passados, de José Eduardo Agualusa.
Também avistámos o David Soares, que escreveu o Lisboa Triunfante de que já falei aqui. Mas como não estava a dar autografos nem sequer tínhamos connosco nenhum livro dele, não fomos lá aborrecê-lo.
Trouxe três livrinhos do Pavilhão LEM que tenciono libertar na Crossing Zone que abriu há pouco tempo na Biblioteca do Departamento de Civil do IST, mas primeiro vou dar-lhes uma olhadela!;)
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Bookcrossing, IST, Livros, Wishlist |
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Publicado por Filipa
17 17UTC Maio 17UTC 2009
Aqui ficam umas sugestões para animar o Domingo:
Esta tarde vou estar de novo pela Feira do Livro: é o último dia de feira e vamos libertar pela cidade todos os livros que ficarem no Pavilhão “Lisboa, Encruzilhada de Mundos”. Até agora já foi registada a entrada de mais de 2500 livros neste pavilhão de Bookcrossing!
Quem quiser aparecer é sempre bem-vindo!
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Publicado por Filipa
6 06UTC Maio 06UTC 2009
Este post refere-se ao desafio 101 coisas em 1001 dias.
#10 – É verdade, verdadinha, que durante o último mês não “pequei” uma única vez e não fui comer fast-food a lado nenhum. Como disse, Pão-Pão-Queijo-Queijo não conta. (E vá lá, baguetes noutro sítio também não, ok?)
#40, 41 – As tarefas 40 e 41 também já podem ser riscadas!
Já fui a dois encontros do Bookcrossing desde que comecei a fazer as minhas tarefas: ao da extinta Byblos e ao da Feira do Livro de Lisboa.
E quanto aos livrinhos libertados, já tinha libertado 6 e neste último encontro de Sábado libertei mais 4 lá na Feira. Podem ver aqui a lista de alguns dos livros que já libertei (os outros esqueci-me de listar)!

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101_1001, Bookcrossing, Livros |
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Publicado por Filipa
5 05UTC Maio 05UTC 2009

E no meio de tanto estudo lá se arranjou um fim de tarde para ir ao encontro de Bookcrossers na Feira do Livro de Lisboa, no passado Sábado (2 de Maio).
A Feira estava muito bonita, organizadinha e com alguns descontos tentadores, mas o melhor foi mesmo o encontro, que decorreu junto ao pavilhao “Lisboa, Encruzilhada de Mundos”, onde é possível trocar livros (leva-se um traz-se outro) e de que falei aqui. A Maria tirou algumas fotografias que estão aqui.
A Feira decorre até dia 17 deste mês, por isso ainda têm muito tempo para ir até lá tentar descobrir um livro deixado por mim ou por outro Bookcrosser qualquer!:) Eu se calhar ainda lá volto, alguém que me faça companhia?
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Publicado por Filipa
26 26UTC Abril 26UTC 2009
Este post refere-se ao desafio 101 coisas em 1001 dias.
#63 – Com o tempo cada vez tenho mais à-vontade para começar a falar com quem quer que seja, onde quer que seja. Já meti conversa com as velhotas que vêm da hidro-ginástica apanhar o autocarro na mesma paragem que eu (aliás, algumas delas já encontrei tantas vezes que já me cumprimentam sempre), meto várias vezes conversa com pessoas que me estão a atender em lojas e especialmente com a senhora da Loja do Cidadão quando fui levantar o meu novíssimo Cartão Único (fiquei a saber quando e que curso ela tirou, e que conhece não sei quem a tirar o curso no IST, e falámos sobre o Processo de Bolonha…).
#79 – Vendi à Mary um lenço de pescoço branco que já não uso (espero que gostes dele!)
#93 – E esta também foi graças à Mary: fui convocada para aparecer no Técnico às 10h de Sexta-feira para uma surpresa. Passei uma semana inteira a magicar no que seria que aquela menina andava a tramar, até que na Quinta-feira à noite, depois de uma escapadela das aulas até ao Vasco da Gama, comecei a suspeitar do que se tratava.
Na verdade qualquer pessoa pode subir ao cimo da Torre Norte (ou Torre de Electro, como nós lhe chamamos) às Sextas-feiras das 10h às 11h, bastando para isso pedir ao segurança na recepção da torre que lá vá connosco. Fomos com mais dois colegas e por uns bons minutos sentimo-nos noutro mundo. O sentimento de lá estar em cima é indescritivel, com a cidade de Lisboa toda aos nossos pés…
E tirámos umas fotografias fantásticas!


Todas as fotografias aqui.
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101_1001, Fotografia, IST |
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