Quase quatro meses depois do referendo, já se começa a fazer uma estatística do número de médicos que se recusa a fazer abortos. Muitos médicos vão invocar o estatuto de objector de consciência para não praticar interrupções voluntárias de gravidez (IVG).
No Hospital de Santa Maria (HSM), em Lisboa, a maior parte dos médicos do serviço de ginecologia e obstetrícia vai invocar o estatuto de objector de consciência para não praticar interrupções voluntárias de gravidez (IVG) ao abrigo da nova lei.
São “entre 70 a 80 por cento” do total, adiantou ontem ao PÚBLICO Luís Graça, responsável pelo serviço, onde trabalham 34 especialistas e 16 internos.
(…)
O director do serviço de ginecologia do Hospital de S. João (Porto), Nuno Montenegro, também já tem uma estatística. Mas recusou-se a adiantar o número. Disse apenas que o hospital terá condições para cumprir a lei.
Já na Maternidade Alfredo da Costa (MAC), a maior do país, o director Jorge Branco prefere aguarda pela regulamentação da lei para efectuar o levantamento dos objectores. Mas não crê que a sua percentagem seja tão elevada como a do Santa Maria. “Não deverá ser nem metade”, prevê.
http://ultimahora.publico.clix.pt/
This entry was posted on Sábado, Junho 2nd, 2007 at 11:32 am and is filed under Actualidade. Pode seguir as respostas a esta entrada através do feed de RSS 2.0.
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2 02UTC Junho 02UTC 2007 às 10:52 PM |
É uma pena, nunca pensei que numa classe social onde existem pessoas formadas e teoricamente com elevados níveis de educação poderia existir tanta ignorância como mostram existir… :?
PS: Sim, estou a dizer mal dos médicos :P
3 03UTC Junho 03UTC 2007 às 8:35 am |
Não penso que seja uma questão de ignorância. Se fosse permitido assassinar pessoas com menos de um metro e meio tu também andavas por aí a mata-las, só porque é permitido? Ou a tua consciência impunha-te os teus próprios padrões?
Os médicos têm que ter a liberdade para agir segundo a sua consciência e acho muito bem que assim seja.
3 03UTC Junho 03UTC 2007 às 9:23 am |
3/4 mais um, daqui a uns anos. ;)
3 03UTC Junho 03UTC 2007 às 9:25 am |
Ainda bem!:)
4 04UTC Junho 04UTC 2007 às 10:45 am |
Ai está um assunto que já me deu volta à cabeça vezes sem conta. Não consigo pensar no que seja para uma mulher minimamente consciente do que está a fazer tirar de dentro de si um filho, um ser que não tem culpa nenhuma do que possa ter acontecido à mãe. Nem consigo pensar na sensação que deve ser para um médico saber que matou uma criança. Sempre defendi que todos os seres humanos têm direito à vida e que desde o momento da concepção já há vida humana dentro do utero da mulher. Penso que antes fazer abortos as pessoas devem pensar como se tal “solução” não existisse e tomar o máximo de recauções para que uma gravidez indesejada não aconteça. Protecção há muita, de todas as maneiras e mesmo não sendo 100% segura tudo passa pela responsabilização e por “ter cuidado” com o que se está a fazer.
Tudo isto é muito poético, eu sei, até ao dia em que comecei a pensar “E se fosse comigo?”… E se fosse comigo? Tenho 19 anos, estou no primeiro ano da universidade, não ganho 1 tostão nem o tenho sequer, o meu namorado recebe também entrou este ano na universidade e recebe uma bolsa que tem que esticar até ao fim do mês…Os meus pais? Não poderia contar com eles, já repetiram, vezes demais “Orienta-te porque depois não te sustentamos.”, fora de hipótese… Se fosse comigo toda a teoria caia por terra talvez, e ai talvez gostaria de contar com o apoio de profissionais de saúde competentes…
Seria capaz?
4 04UTC Junho 04UTC 2007 às 8:44 PM |
[...] Em resposta ao artigo 3/4 dos médicos do Sta Maria não fazem abortos. [...]